René Padilha

Leia Mais…

Bíblia Eletrônica e-Sword


Na última aula de grego o Rev. João Alves nos mostrou uma ótima ferramenta para a exegese e para o preparo de sermões. Está ferramenta é a Bíblia Eletrônica e-Sword – (gratuita e sem bugs. Software americano (EUA) com recursos não encontrados sequer nas melhores versões pagas).

A e-Sword tem uma versão portátil, para uso em pendrives, chamada BPBible Portable. Para conhecê-la, clique aqui.


Software: Bíblia Eletrônica e-Sword

Versão: 7.9.8

Plataforma: Windows9x/Me/2000/XP

Distribuição: Freeware

Limitações: Não expira

Tamanho: 17,37Mb na versão básica

Produtor: www.e-sword.net


Para mais detalhes, clique aqui


Para download da versão básica, clique aqui -17,37 Mb


Para download de qualquer outra opção ou para ver todas as opções clicar aqui

Para download do dicionário da King James clique aqui


Para download de outros dicionários, clique aqui


Para download de mapas bíblicos e imagens da NASA, clique aqui

Para download de comentários de estudiosos clique aqui

Para download da ACF-Almeida Corrigida Fiel, clique aqui - 1,60Mb

Creditos: http://e-bibliasevangelicas.blogspot.com/2008/02/bblia-eletrnica-e-sword.html

Leia Mais…

videos do encontro brasileiro em estudos em João Calvino



Encontram-se disponíveis os vídeos das palestras da "Semana Calvino", realizada na Universidade Presbiteriana Mackenzie em celebração aos 500 anos do nascimento do Reformador de Genebra.


"Em Busca do Calvino histórico"
Prof. Dr. Alderi Souza de Matos

FLV

MP4

WMV






"Calvino e Lutero, Convergências e Divergências"
Prof. Dr. Ricardo Willy Rieth

FLV

MP4

WMV







"Calvino e Expiação"
Dr. John Hesselink

FLV

MP4

WMV






"Calvino e a Oração"
Prof. Dr. Hermisten M. P. Costa

FLV

MP4

WMV







"Calvino e o Espírito Santo"
Prof. Dr. John Hesselink

FLV

MP4

WMV







"Calvino: Sobre este Mundo e o Próximo"
Prof. Dr. John Hesselink

FLV

MP4

WMV


Leia Mais…

Para pensar

"Acredito no Cristianismo como acredito que o Sol nasceu, não apenas porque eu o vejo, mas porque por meio dele eu vejo todo o mais"
Clive S.Lewis

Leia Mais…

Os Evangélicos 1ª Parte, Série Rede Globo Terça Feira 26/05/2009

Leia Mais…

Crer é pensar e viver

“A fé não consiste na ignorância, senão no conhecimento; e este conhecimento há de ser não somente de Deus, senão também de sua divina vontade.” 

João Calvino

Leia Mais…

Igreja Evangélica Suíca de São Paulo

Leia Mais…

Tempos pós-modernos e a igreja.

O Humanismo saiu da arena principal, o modernismo não conseguiu assumir o seu lugar e o grande gigante que se levantou para a guerra foi o “pós-modernismo”. Sabemos de onde ele veio, mas, quem ele realmente é não podemos dizer com clareza. Uns o chama de “relativismo”, outros de “secularismo”, e há os que o conhece por “pluralismo”. A verdade é que ele responde por todos esses nomes, pois ele próprio prega uma vida sem identidade.

Esse gigante representa uma comunidade sem crença, tradição e identidade e totalmente perdida. Os ataques são principalmente à identidade individual e os valores universais. Esse ataque não é apenas no meio acadêmico como pensa o sistema intelectual, mas também sobre os seres humanos. Pois a sociedade é um reflexo do pensamento acadêmico. Somos o que pensamos. Por isso as pessoas comuns são afetadas pela condição contemporânea.

 Esse gigante não tem influência apenas na sociedade secular. Como estamos inseridos e vivemos em um mundo globalizados e de informações mais rápidas que milésimos, sua influência chega também ao cristianismo. O que faz desse assunto relevante para nós cristãos.  Por isso, Cabe atentar-nos para a resposta reformada que Ricardo Quadros Gouvêa traz a nós quando fala sobre a resposta que o pensador reformado deve dar ao pós-modernismo: 

“Antes de mais nada, cabe-nos não nos deixarmos enfeitiçar pela nova embalagem, e reconhecermos o produto. Uma vez desmascarado o pós-modernismo, cabe-nos avaliá-lo com calma e propriedade por aquilo que ele de fato é. Os grandes filósofos pós-modernos não são essencialmente diferentes dos críticos da modernidade que os antecederam; eles são apenas mais consistentes em sua rejeição dos pressupostos iluministas, em sua absorção da revolução epistemológica kantiana, e em sua reinterpretação do pensamento dialético. Em segundo lugar, cabe-nos desenvolver uma autocrítica biblicamente orientada que nos permita avaliar onde e quanto da nossa teologia foi e continua sendo influenciada por filosofias espúrias, sejam elas de cunho iluminista ou neo-kantiano. Modernos, pós-modernos ou hipermodernos, cabe-nos trazer todo argumento aos pés da cruz, à obediência de Cristo (2 Co 10.4-5), pois quando todas as palavras humanas estiverem esquecidas nas areias das civilizações derribadas, o Verbo de Deus permanecerá. A tua palavra é a verdade (João 17.17)”. [1]



[1] Ricardo Quadros Gouvêa, "A Morte e a Morte da Modernidade: Quão Pós-moderno é o Posmodernismo?" em Fides Reformata, 1/2 (Julho-Dezembro 1996) 59-70.

 

Leia Mais…

Walther Eichrodt (1890 - 1978)

Walther Eichrodt (1890 - 1978) Foi um eminente estudioso do Antigo Testamento. Nascido na Alemanha estudou teologia nas Universidades Bethel, Greifswald, Heidelberg, e Erlangen. Ele recebeu seu doutorado da Universidade de Heidelberg, em 1915. Foi professor de Antigo Testamento e História da Religião na Universidade de Basileia de 1922 a 1960, onde também foi posteriormente reitor (1953-55). Sua obra magistral, “Theology of the Old Testament” (Teologia do Antigo Testamento) apareceu em 1933-1939, a qual marcou o início de uma nova época no Antigo Testamento estudos. 

Sem reduzir a teologia do Antigo Testamento para a história da religião israelita, Eichrodt fez ampla utilização dos resultados da análise comparativa das obras literárias e viu nelas a religião do Antigo Testamento como uma unidade permanente de toda a realidade das vicissitudes da história. O tríplice aspecto da aliança de Deus, com seu povo, com o mundo, e com o homem, formou o plano de Eichrodt do livro. Por este método, apresentou as grandes realidades dogmática em uma dialética apropriada para o Antigo Testamento, preservando simultaneamente o caráter histórico da revelação e a unidade do Antigo e do Novo Testamentos.

“Teologia do antigo testamento” de Walther Eichrodt foi uma importante obra do movimento moderno em direção à construção de uma Teologia do Antigo Testamento, é ainda, aos olhos de teólogos respeitados, a abordagem mais rica e criteriosa a partir do tema da aliança. O livro explora os aspectos fundamentais da aliança entre Deus e o homem e seus desdobramentos em categorias teológicas em todo o Antigo Testamento.

Principais Obras:

Inglês:

Walther Eichrodt, Ezekiel: A Commentary, trans. Cosslett Quinn, Old Testament Library (Philadelphia: Westminster Press, 1970).

Walther Eichrodt, Man in the Old Testament, Studies in Biblical Theology 4, trans. K. and R. Gregor Smith (Chicago: Henry Regnery, 1951).

Walther Eichrodt, Theology of the Old Testament, 5th rev. ed., 2 vols., trans. J. A. Baker (Philadelphia: Westminster Press, 1961-7); trans. of Theologie des Alten Testaments, 3 vols. (Leipzig: Hinrichs, 1933-1939).

 

Português:

EICHRODT ,Walther. Teologia do Antigo Testamento. Trad. (do inglês) Cláudio J. A. Rodrigues. São Paulo: Hagnos, 2004


Fontes:

http://www.bluecord.org/biblewiki/index.php

HTTP://www.theopedia.com/Walther_Eichrodt

http://www.hagnos.com.br/livro.php?id=579

Leia Mais…

Avaliação Crítica

Apesar da palavra aliança não está presente nos primeiros versículos do livro de Gêneses, na criação Deus fez um pacto com o homem. No jardim do Éden as pessoas foram separadas de uma relação pessoal com Deus por causa do pecado. Todavia, Deus motivado pelo seu amor e sua graça faz uma aliança com o propósito de reconciliar consigo mesmo o mundo.  A partir daqui as discussões teológicas são variadas e as perguntas imensas. Quando Deus fez esta nova aliança? Depois que o homem pecou, ou já havia feito antes? A aliança da graça é uma maneira de Deus reverter o erro humano, ou ela já estava estabelecida antes mesmo dEle criá-lo? Nesta nova aliança o papel do homem é ativo ou passivo? É com o propósito de responder estas problemáticas que Luis Berkhof escreve o homem na aliança da graça que aqui será analisado.

Sua principal tese é que a aliança da graça tem Deus como agente ativo, que mesmo ofendido pelo pecado busca um acordo, que por sua vez é feito, com base na graça, no qual Deus promete a salvação mediante a fé em Cristo, e o pecador a aceita confiantemente, prometendo uma vida de fé e obediência. Berkhof em harmonia com a fé reformada e calvinista mostra que o homem é passível em todo este processo.

 Desde já podemos dizer que a de se concordar com muitas de suas teses defendidas, pois grande parte dela, ele expressa com clareza o pensamento reformado calvinista. Ele segue Calvino quando defende a tese que o plano de Deus em salva o homem não é infra queda, mas sim supra. Ele se deu na eternidade, no “conselho da paz”, onde o Pai representava a trindade e o Filho o seu povo. E que antes de haver uma aliança entre Deus e o homem já existia um compromisso, que permanece vigente, entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os quais dentro da economia da redenção trabalharam e trabalham tanto distintamente como em harmonia, onde o Pai é o originador que elege, o Filho o executor que salva e o Espírito Santo o aplicador que regenera. E sendo assim a aliança da graça não é um “plano B” para substituir um “A” frustrado pelo homem. Essa idéia é afirmada por Calvino quando diz Deus é o que governa soberanamente, “o qual, por sua sabedoria, decretou desde a extrema eternidade o que haveria de fazer, e agora, por seu poder, executa o que decretou”. [1] 

O mediador desta aliança é Cristo, que foi o nosso Profeta, Sacerdote e Rei, e que fez satisfação por aqueles a quem representava, tanto por sua obediência quanto por seu auto-sacrifício, cumprindo perfeitamente todas as exigências da justiça divina sobre aqueles a quem representa. Razão pela qual nossa confiança e certeza da Salvação não habitam em nós mesmos, mas na pessoa de Cristo. Para mostrar o razão que concordo com Berkhof chamo mais uma vez Calvino por testemunha: “Se buscamos a salvação, a vida e a imortalidade do reino celeste, então há de se buscar também refúgio não em outro, quando somente ele é a fonte da vida, a âncora da salvação, o herdeiro do reino dos céus”. [2] 

Outra tese importante que o autor coloca e que devemos concordar é que há uma unidade entre as alianças e nunca vária divórcios com varias reconciliações (novas alianças). O que há na verdade é uma única aliança de elucidada a cada pacto que Deus faz no decorre da História, até ganhar sua clareza maior na encarnação do verbo. Aqui Berkhof com o principio da unidade das alianças e da revelação progressiva. Como diz Robertson “pode-se notar uma linha definida de progresso. Todavia, as alianças de Deus são uma” [3] Diferente de Marcião (Um herege gnóstico que viveu na Ásia Menor no segundo século d.C.), o autor mostra que Deus é o mesmo em todas as dipensações, e que a revelação de Deus tem igual valor em ambas. Essa verdade está explicitamente descrita no capítulo I da Confissão de Fé de Westminster quando diz: “Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática [...]” [4] (negrito meu). Deus não se revelou apenas em parte da história, mas em todas as épocas e isto nos mostra a unidade das Escrituras como revelação progressiva, lógica e coerente. [5] 

Berkhof afirma ainda que quando é ingressado por Deus nessa aliança ele promete uma vida de fé e obediência. Isso implica que o homem está isento de sua responsabilidade pelo fato da aliança ter como base o favor imerecido de Deus. Em outras palavras a graça soberana de Deus não anula a responsabilidade humana. Isso é melhor explicado por Packer que chama de antinômio (Trata-se, antes, de uma aparente incompatibilidade entre duas verdades evidentes.) segundo ele “Um antinômio existe quando dois princípios, postos lado a lado, aparentemente são irreconciliáveis, ainda que ambos sejam inegáveis”. Ele elucida a ideia quando diz: 

A soberania de Deus e a responsabilidade humana nos são ensinadas como se fossem coisas que andam lado a lado, numa e na mesma Bíblia, aparecendo muitas vezes até na mesma passagem. As duas coisas nos são garantidas, portanto, pela mesma autoridade divina; ambas são, portanto, verdadeiras.

 

Segue-se daí que elas devem ser mantidas lado a lado, ao invés de jogadas uma contra a outra. O homem é um agente moral responsável, ainda que seja, ao mesmo tempo também, controlado pela divindade, o homem é divinamente controlado, embora seja também, um agente moral responsável. A soberania de Deus é uma realidade, e a responsabilidade do homem é igualmente uma realidade. Eis aí o antinômio que nos foi revelado...” [6]

 Assim Berkhof tem razão quando diz que nesta alinaça o homem não tem apenas bênçãos e privilégios, mas também obrigações. O pacto é um compromisso com duas pessoas igualmente responsáveis.

 Outra tese que o autor levanta que devemos concordar é sua afirmação que aliança da graça é universal no sentido de não mais limitar-se ao povo de Israel. Agora essa graça é destinada para todos de todas as tribos, povos e raças. Segundo John Piper A vontade de Deus para as missões é que todo grupo de pessoas seja alcançado com o testemunho de Cristo e que um povo seja chamado por seu nome de todas as nações. O grande objetivo de Deus em toda a História é manter e manifestar a sua glória os redimidos de toda tribo, língua, povo e nação. Sua grandeza verdadeira será manifesta na amplitude da diversidade daqueles que percebem e apreciam sua beleza. Sua conclusão é que a supremacia de Cristo será manifesta a todos e ele entregará o reino a Deus Pai, que será tudo em todos. [7]

 A idéia de universal aqui não diz respeito a salvação de todos. Calvino explica essa idéia quando diz:

 

“Ora, há a vocação universal, pela qual, mediante a pregação externa da Palavra, Deus convida a si a todos igualmente, ainda aqueles aos quais a propõe como aroma de morte [2Co 2.16] e matéria da mais grave condenação. A outra é a vocação especial, da qual digna ordinária e somente aos fiéis, enquanto pela iluminação interior de seu Espírito faz com que a Palavra pregada se lhes assente no coração”. [8]

 

Outra tese que o autor propõe, e que está em harmonia com a fé reforma, é que a aliança é estendida aos filhos das daqueles que já fazem parte dela. Isto é, as promessas feitas aos pais são estendidas aos filhos. A promessa da salvação feita com os eleitos é também estendida aos filhos. Esta segurança esta baseada na promessa de Deus, que é absolutamente confiável, de que Ele agira nos corações dos jovens ligados à aliança com a Sua graça salvadora e os transformara em vivos membros da aliança. Todavia, está implicação não nos da a idéia de que todos que estão externamente participando do pacto tem de fato direito as promessas das bênçãos celestiais, pois é possível que muitos que estejam externamente ligados a aliança não esteja internamente.

Esse ensino está expressamente claro em nossas confiçõess e nos catecismos reformados. No Catecismo de Heidelberg, cap. XXVII, a pergunta número 74 diz: “As crianças devem ser batizadas?” A resposta é a seguinte: “Sim. Elas pertencem tanto como os adultos à aliança de Deus e à sua Igreja. Visto que a remissão dos pecados e o Espírito Santo, que produz a fé, lhes são prometidos não menos que aos adultos”. [9]

Na Confissão de Fé de La Rochelle, Cap. VII, Art.º 35, sob o título “O Batismo das crianças”, lê-se o seguinte: “Ora, ainda que o Batismo seja um sacramento de fé e de penitência, contudo, porque Deus recebe na Sua Igreja as criancinhas com os seus pais”.[10]

No Cap. XXVIII, Art.º IV, da Confissão de Fé de Westminster lê-se: “Não somente os que na realidade professam a sua fé e obediência em Cristo, mas também as crianças filhas de pais crentes, de um ou dos dois, devem ser batizadas” [11]

 Por fim o autor aborda uma questão importante, e sua resposta a ela como nas outras é de cunho reformado, a aliança e a interpretação dispensacionalista. Segundo ele Esta representação é contrária à Escritura e que É preferível seguir as linhas tradicionais distinguindo apenas duas dispensações ou administrações, quais sejam, a do Velho Testamento e a do Novo; e subdividir a primeira em vários períodos ou estágios da revelação da aliança da graça. A aliança planejada pela trindade no “conselho da paz” é apenas uma com apenas manifestações diferentes.

 Por fim, nessa análise crítica, cabe a idéia de “crítica”, que vem de critério, isto, é olhar com critério e não apenas para criticar. Por isso, em alguns casos as críticas, dão lugar aos elogios. O teor bíblico, a base teologia reformada e a profundidade e clareza, do livro “Teologia Sistemática” de Luis Berkhof nos levar a fazer isso.



[1] CALVINO, As Institutas – edição Clássica, Vol I, C. XV, § 8.

[2] CALVINO, As Institutas – edição Clássica, Vol III, p.432.

 [3] ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. São Paulo (SP): Editora Cultura Crista. 2002. P. 32.

 [4] A Confissão de Fé de Westminster. 3a ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1997. Capitulo I.

 [5] Cf. MEISTER, Mauro. Pregação no Antigo Testamento: É mesmo necessária? Artigo disponível em: <http://www.monergismo.com/textos/pregacao/pregacao_meister.htm> Acessado em: 16/06/2008

[6] PACKER, J.I. A Evangelização e a Soberania de Deus. Se Deus controla todas as coisas, porque evangelizar? 1ª edição, São Paulo (SP): Editora Cultura Cristã, 2002. P. 20

 [7] Cf. PIPER, John. Alegrem-se os Povos – A Supremacia de Deus em Missões. Editora Cultura Cristã.São Paulo 2001.

 [8] CALVINO, As Institutas – edição Clássica, Vol III, p.436.

[9] Ver artigo disponível em: http://www.estudos-biblicos.com/batinfant.html Acessado em 08 de Abril de 2009

[10] Ibid

[11]Ibid

Leia Mais…

Uma breve análise do livro “Missões Transculturais: Uma Perspectiva Bíblica”


Um dos maiores desafios que todos os missionários de todas as épocas sempre tiveram e continuam tendo é o de proclamar o evangelho bíblico com fi­delidade e sensibilidade. O que não é apenas uma opção, mas necessidade vital. Nas palavras do Dr. Ronaldo Lidório “nenhum principio universal poderá ser bem comunicado a um grupo ou seguimento social distinto sem que seja contextualizado.” Por isso, uma das grandes verdades misiológicas é que os missionários precisam não somente de uma compreensão sólida das Escrituras, mas também de um profundo conhecimento das pessoas a quem servem, a fim de comunicar a mensagem de forma contextualizada, preservando o conteúdo da verdade bíblica, ao mesmo tempo em que a faz culturalmente relevante. Todavia estas duas coisas que deveriam andar de mãos dadas, muitas vezes caminham divorciadas, e isso há muito tempo.

A Dra. Barbara Burns mostra-nos isso nas seguintes palavras:

                                                                                                                         

“Colhemos hoje frutos amargos do nominalismo cristão e do sincretismo religioso, que germinaram a partir de um enfraquecimento da centralidade da Palavra durante o trabalho de comunicação do Evangelho... Paralelamente também colhemos frutos amargos pela ausência de compreensão cultural na apresentação de Cristo”. [1]

 Diante desta necessidade urgente uma pergunta deve ser feita: quais parâmetros o comunicador deve considerar para manter-se fiel na comunicação dessa verdade ao mesmo tempo em que a contextualiza de forma relevante? Em “Missões Transculturais: Uma Perspectiva Bíblica” (principalmente no capítulo primeiro) Stott procura fornecer uma resposta equilibrada para a questão. Sua grande tese é que as verdades bíblicas e as necessidades culturais não podem ser polarizadas ou divorciadas. Segundo ele é necessário combinar fidelidade, (exegese do texto bíblico), com sensibilidade (exegese do cenário contemporâneo). E que somente assim poderemos relacionar com fidelidade e relevância a Palavra à cultura. Sua base bíblica para isso na maneira como Deus revela nas Escrituras e em Cristo. Ele diz: “quando Deus se revelou nas Escrituras e em Cristo, Ele o fez em linguagem que o homem pudesse entender”.

 Além disso, Stott mostra-nos que jamais devemos nos distanciar da Escritura, pois, ela é a base para a evangelização e sem ela a evangelização do mundo seria impossível e inconcebível. Sua importância está no fato de que ela é a revelação de Deus e Ele mesmo em sua essência é um missionário (Missio Dei). Ele se revelou aos homens e chamou seus servos como Abraão para que pudessem não apenas conhecê-lo, mas proclamá-lo. Por isso, devemos abençoar as nações, pois, nós so­mos a semente de Abraão pela fé e as famílias da terra serão abençoadas apenas se nós formos a elas com o evangelho.

 O capítulo seguinte, “A Chamada Missionária de Israel”, de Walter C. Kaiser Jr, tem como tese principal a idéia de que, a despeito de Deus ter aliança somente com Israel, não há como negar que o Antigo Testamento tenha explicitamente ordenado aos crentes e mensageiros de sua época que fossem aos gentios, leva a verdade do SENHOR. Para Kaiser Israel sempre foi, no plano e propósito de Deus, responsável por co­municar a mensagem da graça de Deus às nações. Ao abençoar Israel, todas as nações da terra também possam conhecer a Deus. Essa tese é importante para a missiologia, pois, mostra que a missão é acima de tudo uma missão divina. E que mesmo em luz baixa ela se faz presente no Antigo Testamento. Por isso, a base Bíblica teológica para a missiologia considerar tanto o Novo como o Velho Testamento. Ambos os Testamentos são revelação de Deus. Segundo Abraão Kuyper, um evento na vida dos patriarcas, um episódio da vida de Davi uma experiência dos profetas não ser apresentada como uma cena isolada, todavia todos os fatos históricos do Antigo Testamento são na verdade fragmentos da grande obra da Revelação de Deus. [2]   

   Essa verdade é também esclarecida por Johannes Verkuyl no capitulo cinco “a base bíblica do mandato missionário mundial”. Para ele o Antigo Testamento é uma base indispensável e insubstituível da tarefa missionária da igreja entre as nações e povos deste mundo. Isso fica evidente nos não apenas na eleição de Israel, mas também nas mensagens dos profetas e nas histórias de Melquisedeque, Rute, Jó, o povo de Nínive descrito no livro de Jonas, e muitos outros no Antigo Testamento são evidencias de uma chamada missionária para alcançar todos os povos. Além disso, mostra que todo Novo Testamento é um livro de missão. Deve sua própria existência ao trabalho missionário das igrejas cristãs primitivas, tanto judaicas como gregas. Os evangelhos são pregações missionárias, e as epistolas não são tanto um tipo de apologética missionária, como instrumentos do trabalho missionário.

Finalmente, podemos observar que os autores abordam o assunto proposto de forma didática e dentro de uma seqüência sistemática e lógica, trata do tema com grande clareza mostrando um vasto conhecimento do assunto e um grande poder de síntese. Com erudição que lhes são próprias, analisam a missiologia dentre de pressupostos bíblicos e reformados. As análises dos textos bíblicos são feitas de forma exegética o que aumenta a credibilidade na obra. Apesar de não serem missionários, e estarem escrevendo sobre teologia de missões, eles tratam das questões de maneira muito prática. Por isso, a obra aqui resumida é uma ótima ferramenta para o entendimento da matéria, e para todos estudiosos e interessados em estudo uma missiologia bíblica, mas relevante, este é um livro que não pode faltar na biblioteca.



[1] BURNS, Barbara Helen (org.). Contextualização: a fiel comunicação do Evangelho. Anápolis: Transcultural, 2007. p. 15

  [2] Kuyper apud ANGLADA, Paulo. Introdução à Hermenêutica Reformada. Ananindeua. Knox Publicações. 2006. p. 180.

Leia Mais…

DEIXE SEU RECADO

 
©2007 Elke di Barros e adaptado por Jailson Santos 2008 Por Templates e Acessorios
Jailson Santos: Eu e meus nêuronios. Muito obrigado por sua visita. Deus te abençoe e volte sempre!