René Padilha
Bíblia Eletrônica e-Sword
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Software: Bíblia Eletrônica e-Sword
Versão: 7.9.8
Plataforma: Windows9x/Me/2000/XP
Distribuição: Freeware
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Produtor: www.e-sword.net
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videos do encontro brasileiro em estudos em João Calvino
"Em Busca do Calvino histórico" | ||||
"Calvino e Lutero, Convergências e Divergências" | ||||
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Para pensar
Crer é pensar e viver
Tempos pós-modernos e a igreja.
O Humanismo saiu da arena principal, o modernismo não conseguiu assumir o seu lugar e o grande gigante que se levantou para a guerra foi o “pós-modernismo”. Sabemos de onde ele veio, mas, quem ele realmente é não podemos dizer com clareza. Uns o chama de “relativismo”, outros de “secularismo”, e há os que o conhece por “pluralismo”. A verdade é que ele responde por todos esses nomes, pois ele próprio prega uma vida sem identidade.
Esse gigante representa uma comunidade sem crença, tradição e identidade e totalmente perdida. Os ataques são principalmente à identidade individual e os valores universais. Esse ataque não é apenas no meio acadêmico como pensa o sistema intelectual, mas também sobre os seres humanos. Pois a sociedade é um reflexo do pensamento acadêmico. Somos o que pensamos. Por isso as pessoas comuns são afetadas pela condição contemporânea.
“Antes de mais nada, cabe-nos não nos deixarmos enfeitiçar pela nova embalagem, e reconhecermos o produto. Uma vez desmascarado o pós-modernismo, cabe-nos avaliá-lo com calma e propriedade por aquilo que ele de fato é. Os grandes filósofos pós-modernos não são essencialmente diferentes dos críticos da modernidade que os antecederam; eles são apenas mais consistentes em sua rejeição dos pressupostos iluministas, em sua absorção da revolução epistemológica kantiana, e em sua reinterpretação do pensamento dialético. Em segundo lugar, cabe-nos desenvolver uma autocrítica biblicamente orientada que nos permita avaliar onde e quanto da nossa teologia foi e continua sendo influenciada por filosofias espúrias, sejam elas de cunho iluminista ou neo-kantiano. Modernos, pós-modernos ou hipermodernos, cabe-nos trazer todo argumento aos pés da cruz, à obediência de Cristo (2 Co 10.4-5), pois quando todas as palavras humanas estiverem esquecidas nas areias das civilizações derribadas, o Verbo de Deus permanecerá. A tua palavra é a verdade (João 17.17)”. [1]
[1] Ricardo Quadros Gouvêa, "A Morte e a Morte da Modernidade: Quão Pós-moderno é o Posmodernismo?"
Walther Eichrodt (1890 - 1978)
Sem reduzir a teologia do Antigo Testamento para a história da religião israelita, Eichrodt fez ampla utilização dos resultados da análise comparativa das obras literárias e viu nelas a religião do Antigo Testamento como uma unidade permanente de toda a realidade das vicissitudes da história. O tríplice aspecto da aliança de Deus, com seu povo, com o mundo, e com o homem, formou o plano de Eichrodt do livro. Por este método, apresentou as grandes realidades dogmática em uma dialética apropriada para o Antigo Testamento, preservando simultaneamente o caráter histórico da revelação e a unidade do Antigo e do Novo Testamentos.
“Teologia do antigo testamento” de Walther Eichrodt foi uma importante obra do movimento moderno em direção à construção de uma Teologia do Antigo Testamento, é ainda, aos olhos de teólogos respeitados, a abordagem mais rica e criteriosa a partir do tema da aliança. O livro explora os aspectos fundamentais da aliança entre Deus e o homem e seus desdobramentos em categorias teológicas em todo o Antigo Testamento.
Principais Obras:
Inglês:
Walther Eichrodt, Ezekiel: A Commentary, trans. Cosslett Quinn, Old Testament Library (Philadelphia: Westminster Press, 1970).
Walther Eichrodt, Man in the Old Testament, Studies in Biblical Theology 4, trans. K. and R. Gregor Smith (Chicago: Henry Regnery, 1951).
Walther Eichrodt, Theology of the Old Testament, 5th rev. ed., 2 vols., trans. J. A. Baker (Philadelphia: Westminster Press, 1961-7); trans. of Theologie des Alten Testaments, 3 vols. (Leipzig: Hinrichs, 1933-1939).
Português:
EICHRODT ,Walther. Teologia do Antigo Testamento. Trad. (do inglês) Cláudio J. A. Rodrigues. São Paulo: Hagnos, 2004
Fontes:
http://www.bluecord.org/biblewiki/index.php
HTTP://www.theopedia.com/Walther_Eichrodt
Avaliação Crítica
Sua principal tese é que a aliança da graça tem Deus como agente ativo, que mesmo ofendido pelo pecado busca um acordo, que por sua vez é feito, com base na graça, no qual Deus promete a salvação mediante a fé em Cristo, e o pecador a aceita confiantemente, prometendo uma vida de fé e obediência. Berkhof em harmonia com a fé reformada e calvinista mostra que o homem é passível em todo este processo.
O mediador desta aliança é Cristo, que foi o nosso Profeta, Sacerdote e Rei, e que fez satisfação por aqueles a quem representava, tanto por sua obediência quanto por seu auto-sacrifício, cumprindo perfeitamente todas as exigências da justiça divina sobre aqueles a quem representa. Razão pela qual nossa confiança e certeza da Salvação não habitam em nós mesmos, mas na pessoa de Cristo. Para mostrar o razão que concordo com Berkhof chamo mais uma vez Calvino por testemunha: “Se buscamos a salvação, a vida e a imortalidade do reino celeste, então há de se buscar também refúgio não em outro, quando somente ele é a fonte da vida, a âncora da salvação, o herdeiro do reino dos céus”. [2]
Outra tese importante que o autor coloca e que devemos concordar é que há uma unidade entre as alianças e nunca vária divórcios com varias reconciliações (novas alianças). O que há na verdade é uma única aliança de elucidada a cada pacto que Deus faz no decorre da História, até ganhar sua clareza maior na encarnação do verbo. Aqui Berkhof com o principio da unidade das alianças e da revelação progressiva. Como diz Robertson “pode-se notar uma linha definida de progresso. Todavia, as alianças de Deus são uma” [3] Diferente de Marcião (Um herege gnóstico que viveu na Ásia Menor no segundo século d.C.), o autor mostra que Deus é o mesmo em todas as dipensações, e que a revelação de Deus tem igual valor em ambas. Essa verdade está explicitamente descrita no capítulo I da Confissão de Fé de Westminster quando diz: “Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática [...]” [4] (negrito meu). Deus não se revelou apenas em parte da história, mas em todas as épocas e isto nos mostra a unidade das Escrituras como revelação progressiva, lógica e coerente. [5]
Berkhof afirma ainda que quando é ingressado por Deus nessa aliança ele promete uma vida de fé e obediência. Isso implica que o homem está isento de sua responsabilidade pelo fato da aliança ter como base o favor imerecido de Deus. Em outras palavras a graça soberana de Deus não anula a responsabilidade humana. Isso é melhor explicado por Packer que chama de antinômio (Trata-se, antes, de uma aparente incompatibilidade entre duas verdades evidentes.) segundo ele “Um antinômio existe quando dois princípios, postos lado a lado, aparentemente são irreconciliáveis, ainda que ambos sejam inegáveis”. Ele elucida a ideia quando diz:
“A soberania de Deus e a responsabilidade humana nos são ensinadas como se fossem coisas que andam lado a lado, numa e na mesma Bíblia, aparecendo muitas vezes até na mesma passagem. As duas coisas nos são garantidas, portanto, pela mesma autoridade divina; ambas são, portanto, verdadeiras.
Segue-se daí que elas devem ser mantidas lado a lado, ao invés de jogadas uma contra a outra. O homem é um agente moral responsável, ainda que seja, ao mesmo tempo também, controlado pela divindade, o homem é divinamente controlado, embora seja também, um agente moral responsável. A soberania de Deus é uma realidade, e a responsabilidade do homem é igualmente uma realidade. Eis aí o antinômio que nos foi revelado...” [6]
Assim Berkhof tem razão quando diz que nesta alinaça o homem não tem apenas bênçãos e privilégios, mas também obrigações. O pacto é um compromisso com duas pessoas igualmente responsáveis.
“Ora, há a vocação universal, pela qual, mediante a pregação externa da Palavra, Deus convida a si a todos igualmente, ainda aqueles aos quais a propõe como aroma de morte [2Co 2.16] e matéria da mais grave condenação. A outra é a vocação especial, da qual digna ordinária e somente aos fiéis, enquanto pela iluminação interior de seu Espírito faz com que a Palavra pregada se lhes assente no coração”. [8]
Outra tese que o autor propõe, e que está em harmonia com a fé reforma, é que a aliança é estendida aos filhos das daqueles que já fazem parte dela. Isto é, as promessas feitas aos pais são estendidas aos filhos. A promessa da salvação feita com os eleitos é também estendida aos filhos. Esta segurança esta baseada na promessa de Deus, que é absolutamente confiável, de que Ele agira nos corações dos jovens ligados à aliança com a Sua graça salvadora e os transformara em vivos membros da aliança. Todavia, está implicação não nos da a idéia de que todos que estão externamente participando do pacto tem de fato direito as promessas das bênçãos celestiais, pois é possível que muitos que estejam externamente ligados a aliança não esteja internamente.
Esse ensino está expressamente claro em nossas confiçõess e nos catecismos reformados. No Catecismo de Heidelberg, cap. XXVII, a pergunta número 74 diz: “As crianças devem ser batizadas?” A resposta é a seguinte: “Sim. Elas pertencem tanto como os adultos à aliança de Deus e à sua Igreja. Visto que a remissão dos pecados e o Espírito Santo, que produz a fé, lhes são prometidos não menos que aos adultos”. [9]
Na Confissão de Fé de La Rochelle, Cap. VII, Art.º 35, sob o título “O Batismo das crianças”, lê-se o seguinte: “Ora, ainda que o Batismo seja um sacramento de fé e de penitência, contudo, porque Deus recebe na Sua Igreja as criancinhas com os seus pais”.[10]
No Cap. XXVIII, Art.º IV, da Confissão de Fé de Westminster lê-se: “Não somente os que na realidade professam a sua fé e obediência em Cristo, mas também as crianças filhas de pais crentes, de um ou dos dois, devem ser batizadas” [11]
[1] CALVINO, As Institutas – edição Clássica, Vol I, C. XV, § 8.
[2] CALVINO, As Institutas – edição Clássica, Vol III, p.432.
[6] PACKER, J.I. A Evangelização e a Soberania de Deus. Se Deus controla todas as coisas, porque evangelizar? 1ª edição, São Paulo (SP): Editora Cultura Cristã, 2002. P. 20
[9] Ver artigo disponível em: http://www.estudos-biblicos.com/batinfant.html Acessado em 08 de Abril de 2009
[10] Ibid
[11]Ibid
Uma breve análise do livro “Missões Transculturais: Uma Perspectiva Bíblica”
A Dra. Barbara Burns mostra-nos isso nas seguintes palavras:
“Colhemos hoje frutos amargos do nominalismo cristão e do sincretismo religioso, que germinaram a partir de um enfraquecimento da centralidade da Palavra durante o trabalho de comunicação do Evangelho... Paralelamente também colhemos frutos amargos pela ausência de compreensão cultural na apresentação de Cristo”. [1]
Diante desta necessidade urgente uma pergunta deve ser feita: quais parâmetros o comunicador deve considerar para manter-se fiel na comunicação dessa verdade ao mesmo tempo em que a contextualiza de forma relevante? Em “Missões Transculturais: Uma Perspectiva Bíblica” (principalmente no capítulo primeiro) Stott procura fornecer uma resposta equilibrada para a questão. Sua grande tese é que as verdades bíblicas e as necessidades culturais não podem ser polarizadas ou divorciadas. Segundo ele é necessário combinar fidelidade, (exegese do texto bíblico), com sensibilidade (exegese do cenário contemporâneo). E que somente assim poderemos relacionar com fidelidade e relevância a Palavra à cultura. Sua base bíblica para isso na maneira como Deus revela nas Escrituras e
Finalmente, podemos observar que os autores abordam o assunto proposto de forma didática e dentro de uma seqüência sistemática e lógica, trata do tema com grande clareza mostrando um vasto conhecimento do assunto e um grande poder de síntese. Com erudição que lhes são próprias, analisam a missiologia dentre de pressupostos bíblicos e reformados. As análises dos textos bíblicos são feitas de forma exegética o que aumenta a credibilidade na obra. Apesar de não serem missionários, e estarem escrevendo sobre teologia de missões, eles tratam das questões de maneira muito prática. Por isso, a obra aqui resumida é uma ótima ferramenta para o entendimento da matéria, e para todos estudiosos e interessados em estudo uma missiologia bíblica, mas relevante, este é um livro que não pode faltar na biblioteca.







