Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Palestra para Casais.



MAIORES INFORMAÇÕES:
www.igrejasuica.com.br

O amanhã, só será amanhã.



“... Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta o dia o seu próprio mal"
Mateus 6.34.


A ansiedade é o mal do século. E tem atingido a todos. Pobres e ricos; religiosos e ateus; os da primeira idade e os da terceira; incrédulos e crentes.

Mais como não viver ansioso em um mundo onde a tirania do urgente é tão presente e a prevenção a melhor solução?

É preciso que entendamos que existe uma enorme diferença entre prevenção e preocupação. E é justamente a preocupação (ou ocupa-se antes do tempo) que o Senhor Jesus categoricamente desaprovava. Devemos semear no outono tendo a noção do que estamos fazendo, o que é correto, mas não é sábio nem saudável perdermos o sono durante o inverno, nos preocupando quanto à colheita que teremos pela frente. Da mesma forma, quanto aos suprimentos futuros das nossas necessidades, devemos ter mais tranqüilidade, pois não são tão urgentes quanto às necessidades e urgências do dia de hoje.

Pois, quanto às “urgências futuras”, mesmo que não usemos bem os olhos da fé para enxergá-las, o Senhor na eternidade, já cuidou de todas. O Próprio Jesus diz: "Se o Senhor vos deu vida, não a susterá? Não é assim que Ele cuida dos pássaros que desconhecem seu Senhorio? Também não cuida das flores mesmo sendo elas tão passageiras, quanto mais vós que sois eternos e filhos?”

Ele não nos deu Seu Próprio Filho, como nos recusará seu cuidado e proteção futura?
“A ansiedade nunca fortalece você para o amanhã; ela apenas o enfraquece para o dia de hoje”. (J. Blanchard).

Certos disto, nós devemos estar ocupados hoje sim, mais preocupados com o amanhã não. Atenciosos sim, mais ansiosos não.

“Basta o dia o seu próprio mal”
PORQUE O AMANHÃ, SÓ SERÁ AMANHÃ!


Seminarista JAILSON SANTOS

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

RERUMO: RELACIONAMENTO ENTRE A FÉ E A RAZÃO.




INTRODUÇÃO

O relacionamento entre fé e razão sempre foi motivo de discórdia no decorre da história. Há aqueles que dizem ser impossível tal união, por causa da incompatibilidade de gêneros. Há inda outros que dizem que esse relacionamento é até possível, mas sempre estará em crise. E há os que defendem um relacionamento possível e estável entre fé e da razão.

Será que realmente é possível um relacionamento entre a fé e a razão? Quem será o cabeça deste relacionamento? Há alguma compatibilidade de gêneros entre fé e razão? Tem algum em comum entre estas coisas tão distintas?

N. L. Geisler e P. D. Feinberg analisando os principais pensadores da filosofia e da teologia e as principais correntes do assunto no decorre da história procura responder esta pergunta.

Se você quer saber como tem sido este relacionamento no decorre da história, este resumo com as principais idéias dos autores lhes será útil.


RELACIONAMENTO ENTRE A FÉ E A RAZÃO


Para os autores o relacionamento entre a fé e a razão é uma das questões mais básicas que confrontam o cristão na filosofia. Questões têm sido levantadas sobre esse assunto e respondidas de varias maneiras.

Para melhor entender esse assunto os termos revelação e razão tem que ser definidos. A revelação “é um desvendamento sobrenatural por Deus de verdades que não poderiam ser descobertas pelos poderes da razão humana, sem ajuda”. A razão “é a capacidade natural da mente humana descobrir a verdade”.

Para os autores as soluções à questão de qual método é uma fonte fidedigna da verdade são divisíveis em cinco categorias básicas:

1. Revelação somente;
2. A razão somente;
3. A revelação sobre a razão;
4. A razão sobre a revelação;
5. A revelação e razão;



A revelação somente

“Alguns filósofos têm alegado que somente revelação pode ser considerada uma fonte legitima do conhecimento do homem”.

Para sôren Kierkegaard (1812-1855), o pai do existencialismo moderno, a mente humana é totalmente incapaz de descobrir qualquer divina. Pelas razões:

O estado caído do homem. Para ele padece do que ele chama de “doença mortal”. Com isso a própria natureza do pecado do homem o torna impossibilitado de verdade de Deus.

A transcendência de Deus. Kierkegaard afirmava que a verdade de Deus é paradoxo e que Ele é totalmente outro transcendente a razão humana e não há jeito da razão ir alem de sim mesma para Deus.

Nenhum papel positivo da razão. Para Sõren a verdade cristã só podia ser conhecida pelo “salto da fé”. Ou seja, um crente pode ir além da razão para uma entriga pessoal a Deus pela fé somente.

As provas são uma ofensa a Deus. Kierkegaard dizia que as provas são desnecessária para os que acreditam em Deus, e não convencem os que não acreditam. Por isso qualquer tentativa racional o sentido de comprovar a existência de Deus e uma ofensa contra Ele.

As evidencias históricas não ajudam. Para Kierkegaard somente pela fé no transcender a probabilidade humana e histórica e encontrar a Deus. Pois, o eterno nunca pode ser baseado no temporal. Para ele Deus entrou no tempo em Cristo.


Karl Barth

Karl Barth um dos teólogos contemporâneo mais famoso argumentava que Deus é “totalmente outro” r que pode ser conhecido através da revelação divina.

A necessidade de revelação sobrenatural, Barth sustentava que o homem não pode chegar a Deus por meio da razão, e aquilo que o homem não pode fazer debaixo par cima por meio da razão, Deus faz de cima para baixo mediante a revelação sobrenatural.

O “não” de Barth a revelação natural. Deus não nos fala através da natureza, pois o homem está caído e isso o fez obscurecer e distorcer completamente a revelação natural. Por isso Deus dá sobrenaturalmente a revelação e a capacidade de entendê-la.


A Razão Somente

Os racionalistas acreditavam que toda a verdade pode ser descoberta por meio da razão humana, ou determinada por ela.

Emanuel kant que era tradição luterana, devota e piedosa foi quem lançou as bases para boa parte do agnosticismo.

A razão exige que vivamos “como se existisse um Deus”. Para kant a razao exige a fim de que o nosso dever moral nesta vida faça sentido.

A razão exige que vivamos “como se os milagres não ocorressem”. Kant não negava a revelação sobrenatural, entretanto dizia que era necessário julgá-la por meio da “razão prática somente”. Ou seja, a revelação deveria passar pelo crivo da razão.

Benedito Spinoza

“Um exemplo ainda mais radical do conceito de ‘razão somente’ é o filósofo judeu Spinoza. Para ele qualquer deveria se submeter às evidências”.

O racionalismo geométrico. Para Spinoza é racionalmente necessário concluir que há apenas uma “substância” no universo (Idéia Panteísta), é que o mal é apenas uma ilusão do momento particular. Para ele a verdade reside somente em idéias mais precisamente, na idéia perfeita. A verdade é conhecida apenas pela intuição racional.

O racionalismo anti-sobrenatural. Neste assunto poucos escritores eram tão racionais quanto ele. Spinoza a considerava irracional acreditar nos milagres registrados na bíblia. Para ele os milagres eram fenômenos naturais. E tudo que não era racional era considerado autentico.


A Razão sobre a Revelação

“Este ponto de vista é atribuído a alguns dos pais cristãos primitivos tais como Justino Mártir e Clemente da Alexandria”.


Os pais Alexandrinos

Justino Mártir acreditava na revelação divina, mas além da Bíblia, sustentava que “a razão está implantada em toda raça humana”. Assim todos que viveram racionalmente ainda que considerados ateus sejam cristãos.

Clemente da Alexandria elogiava ainda mais a razão humana. Para ele a filosofia era um pedagogo para trazer a mente helênica como a lei, os hebreus para Cristo.

A Alta Critica Moderna

Os chamados “liberais” ou “adepto” da alta critica são talvez o maior exemplo da “razão sobre a revelação”. Estes fazem parte do movimento teológico que nasceu do pensamento europeu dos séculos XVII e XVIII. Eles em contraste com ortodoxia histórica acreditavam que a Bíblia meramente contem a Palavra de Deus.

Outro grupo que exaltava a e razão acima da revelação eram os deístas dos séculos XVII e XVIII, que minimizavam ou negavam os elementos sobrenaturais da Bíblia. Para eles os milagres contradiziam a razão humana.
Tanto alta critica quanto os deístas, colocavam a razão acima da revelação.


A Revelação acima da Razão

Em oposição aos racionalistas estavam os revevacionistas que exaltavam a revelação acima da razão. Aqui se destaca dois nomes: Tertuliano e Cornelius Van Til.

Tertuliano

Tertuliano exaltava a revelação acima da razão humana. Para ele os filósofos eram “aqueles patriarcas de toda a heresia”. Ele considerava a filosofia inútil.

Diferentemente de kant, Tertuliano não acreditava na revelação dentro dos limites da razão, mas sim na razão dentro dos limites da revelação.

Cornelius Van Til

Cornelius é o melhor contemporâneo do pensamento que exalta a revelação sobre a razão. Seu conceito é chamado de pressuposicionalismo porque ressalta a necessidade de “pressupor” a veracidade da revelação a fim da razão poder funcionar. Ou seja, a razão é dependente da revelação.

O problema com o racionalismo cristão. Segundo Van Til, o problema do racionalismo cristão é que ele exalta a razão acima de Deus, ao invés de reconhecerem que a razão é baseada e submissa a Deus.

Deus não está sujeito às leis da lógica. Para Van Til a lógica se aplica somente aquilo que é criado, não ao criador, pois Deus é soberano sobre tudo, até mesmo sobre a lógica.

O emprego apropriado da razão humana. Van til colocava a razão como uma serva da revelação. Na verdade ele não negava a necessidade da razão, mas simplesmente exaltava a revelação acima dela.

A Revelação e a Razão

Está ultima categoria são de cristãos que acreditam que há um inter-relacionamento entre a revelação e a razão: Aqui se destacam dois pensadores: Agostinho e Tomás Aquino.

Agostinho

Agostinho (354-430) a semelhança de Aquino acreditava que a pessoa pode raciocinar a favor da revelação, mas nunca contra ela.

A fé é o caminho do entendimento. Para Agostinho sem ter fé à pessoa nunca teria o conhecimento pleno da verdade de Deus. Por outro lado ele afirmava que ninguém deveria acreditar numa revelação que não tivesse sido julgada digna de crença a luz da boa razão.

O entendimento é o galardão da fé. “O galardão da aceitação da revelação de Deus mediante a fé e que a pessoa tem um entendimento pleno da verdade”. Para Agostinho “um entendimento parcial do conteúdo básico do evangelho é naturalmente necessário antes de se poder crer nele, mas o pleno entendimento da verdade crista é subseqüente à fé salvífica”.

Tomás Aquino

Aquino (1224-1272) considerava-se um seguidor fiel de Agostinho. Todavia ele ressalta o papel da razão mais do que Agostinho.

A existência de Deus pode ser comprovada. Aquino reconhecia que nem todos os homens podem comprovar a existência de Deus, por ser mente finita e falível e limitado ao tempo. Porém, com fé na revelação de Deus ele recebe a capacidade por Deus, para vencer essa deficiência.

Para ele a existência de Deus pode ser comprovada da seguinte maneira:

1. Existem coisas finitas e mutáveis.
2. Cada coisa finita e mutável deve ser causada por outra.
3. Não pode haver uma regressão infinita destas causas.
4. Logo, deve haver uma primeira causa não causada de toda coisa finita e mutável que existe.

As verdades sobrenaturais são conhecidas somente pela fé. Algumas verdades de Deus tais como a trindade e outros mistérios da fé, podem ser conhecidas somente pela fé.

Somente a revelação é a base para a crença em Deus. Para Tomás a única base verdadeira para crer em Deus é a divina revelação. A razão apenas pode mostrar que Deus existe, mas a revelação é a única base da crença.

A Evidencia razoável é apoio para crença. A fé em Deus não é baseada na evidencia e sim na revelação de Deus. Porém Tomás concorda com Agostinho que ninguém acredita em Deus se não tiver evidencias de que é verídico.

Na analise final há uma concordância essencial os cristãos acerca do relacionamento entre fé e a razão.


A impossibilidade da separação total


Qualquer tentativa de separar totalmente a razão e a revelação e infrutífera e até mesmo impossível. É um grande erro acreditar em tudo sem razão, e é arrogante tomar por certo tudo deva ser aceitável a nossa razão antes de podermos aceitá-lo com revelação.


A confusão Básica: “A crença em e a crença que”

Esse debate depende do modo que a pessoa define a “fé”. Os autores dizem que “a crença que” parece ser logicamente anterior à “crença em”. Nenhuma pessoa diz eles “que pensa”, corretamente, deve “crer em” alguma coisa se não tem razão para “acreditar que” existe.


A epistemologia e a ontologia

Para os autores “há uma diferença entre a maneira segundo a qual conhecemos a realidade (a epistemologia) e o que sabemos acerca da realidade (a ontologia)”.

Pensando assim todas as posições são corretas ou tem alguma verdade, epistemologia ou ontologia.


CONCLUSÂO
A razão e a fé são inseparáveis e sempre deve andar de mãos dadas. Uma não deve desprezar a outra. “Qualquer tentativa de separar totalmente a razão e a revelação e infrutífera e até mesmo impossível. É um grande erro acreditar em tudo sem razão, e é arrogante tomar por certo tudo deva ser aceitável a nossa razão antes de podermos aceitá-lo com revelação”.

A Fé consiste na aceitação das verdades que Deus, Verdade Absoluta revelada ao povo. A razão procura conhecer as leis que Deus colocou na natureza. A razão tem valor sim, mas ela deve estar sempre subordinada à fé. Ela é determinada pela revelação de Deus e não pode determinar a Revelação, que é à base da fé.

O problema deste relacionamento sempre está na razão, que não consegue ver mesmo com todos os esforços o que a fé enxergar com facilidade.

N. L. Geisler e P. D. Feinberg analisa os principais pensadores da filosofia e da teologia e as principais correntes do assunto e os principais métodos usados para entender este relacionamento no decorre da história.

Todavia os autores não deixam clara a sua conclusão pessoal, não traz uma resposta bíblica para o assunto e por não serem reformados não analisam dentro de uma perspectiva reformada.

Seminarista JAILSON SANTOS

PR. JOHN PIPER - O EVANGELHO EM 6 MINUTOS.

Campeonato de Filosofia. Quem vencerá?

Campeonato de Filosofia. Parte 2.

Domingo, 4 de Maio de 2008

Aqui as crianças também tem espaço.





Terça-feira, 22 de Abril de 2008


KaTriX.com.br

Programa Sintonizado em Jesus. Saudades.




Adaptado do texto do Rev. Hernandes Dias Lopes

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Filosofia Política. Seminário apresentado no JMC.

Sábado, 12 de Abril de 2008

Toda vez que a internet lhe apresentar uma imagem, que pode te levar a pecar! Lembre-se desta imagem


Toda vez que a internet lhe apresentar um video, que pode te levar a pecar! Lembre-se deste video.

Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

RESUMO DO LIVRO NOSSA SUFICIÊNCIA EM CRISTO JOHN F. MACARTHUR, Jr


RESUMO DO LIVRO NOSSA SUFICIÊNCIA EM CRISTO JOHN F. MACARTHUR, Jr
INDICE


INTRODUÇÂO

CAPITULOS 1 E 2.

PREFÁCIO

RESSUSCITANDO UMA VELHA HERESIA.

1.1. A invasão do Gnosticismo na Igreja Primitiva.

1.2. O ataque neognóstico à igreja contemporânea.
a) Psicologia.
b) Pragmatismo.
C) Misticismo.

TESOURO OU LIXO?

2.1 Um rico legado para Usufruir.
a) Nós herdamos a Deus.
b) Nós herdamos a Cristo.
c) Nós herdamos o Espírito Santo.
d) Nós herdamos o reino.

2.2. Dois conceitos Revolucionários.
a) Mentalidade celestial.
b) Satisfação postergada.

2.3. Adorando a Deus pala Nossa Herança Eterna.
a) Lembrar da sua vocação.
b) Lembrar de louvar a Deus.
c) lembrar da herança.

2.4. Já recebemos nossa herança.

2.5. A Natureza de nossa Herança
a) “Incorruptível”.
b) “Sem mácula”.
c) “Imarcescível”.
2.6. A Segurança de Nossa Herança.

TESE

CONCLUSÃO.



INTRODUÇÂO

O povo do caminho estreito tem andado tem andado por caminhos obscuros. Tem a cada dia se afastado da luz do mundo, que é suficiente para nos conduzir até ao céu. A cada manhã se constrói mais uma nova ruela, que os levam a darem voltas desnecessárias. E o caminho que parecia fácil, de fado leve e jugo suave tem se tornado cansativo e enfadonho.

As leis da Igreja vão além das leis de Deus. Não pode isso não pode aquilo outro, é o que mais se ouve. São regras e mais regras que fazem a “cruz” ser mais pesada e quase impossível de carregar no decorre do caminho.

Por outro lado há os que dizem ser este caminho insuficiente para a felicidade da vida. É necessário pegar alguns atalhos feitos por homens para chegar com maior segurança. Queres viver bem? ande um pouco com psicologia. Em busca de resultados? Que tão o pragmatismo? Não entende o caminho? Que tão o misticismo?

Todavia será que precisamos de outro caminho? Será que Jesus, que é o caminho a verdade e a vida não é o suficiente para minha vida? Será que precisamos pegar atalhos para chegarmos ao céu? Precisamos segui estas regras? Será que fascinação pela psicologia, por técnicas de “show business” e pelo misticismo exagerado, são atalhos necessários para chegarmos ao Céu ou para conduzirmos a outros? Há obra de Cristo não é suficiente para garantir nossa herança eterna?

É para da resposta a este mundo perdido em tantos caminhos que em tantos atalhos que John F. MacAthur Escreve “Nossa suficiência em Cristo”. E durante a leitura do resumo dos dois primeiros capítulos de seu livro, teremos as respostas para o “cristianismo dos caminhos”.

NOSSA SUFICIENCIA EM CRISTO.
PREFÁCIO

Para explicar sua problemática MacArthur faz uso da sátira Screwtape Lelters (cartas do inferno) de C.S. Lewis. Onde ele imagina o memorando demônio murcegão e se aprendiz Cupim. Onde o murcegão ensina a seu aprendiz que a melhor coisa é estratégica para vencer o cristianismo é fazer os cristãos pensarem que eles precisam de algo mais algo como o “cristianismo e”, ou seja, o cristianismo sempre acompanhado de alguma coisa. Algo que substitua a fé pó alguma moda que tenha um colorido cristão, pois isso o tornará mundano e apático.

O viu murcegão odiava o cristianismo puro e simples. Ele queria a todo custo destruí-lo com os acrescemos dos modismos ou assuntos palpitantes.

Segundo MacArthur está carta descreve a estratégia que satanás está usando, com o máximo de eficácia, contra a Igreja, em nossos dias. Para ele, a carta Lewis escrita na década de 1940, diagnostica a enfermidade que praticamente aleijou a igreja contemporânea. Que é anular a suficiência do Evangelho de Cristo.

Todavia no momento da salvação, cada cristão recebe tudo que precisa e nenhum dos recursos lhe falta para o crescimento e amadurecimento espiritual. Não é necessário buscar algo a mais, pois a obra de Jesus foi completamente terminada, e possuir a Cristo é tudo que o crente preciso para conhecê-lo.

Todavia a abrangente falta de confiança na suficiência de Cristo tem ameaçado a Igreja contemporânea, e a má compreensão dela tem aberto portas para vários tipos de aberrações, falsas doutrina, legalismo, secularismo, libertinagem, humanismo, secularismo, e vários modismos.

A suficiência de Cristo tem dado lugar às teorias humanistas. O evangelismo esta fascinado pela psicoterapia. Os Cristãos buscam mais o apoio de grupos que o de Cristo. O conforto emocional humano tem maior valor que o espiritual divino. A metodologia pragmática tem maior valor que os métodos de Cristo.



1. RESSUSCITANDO UMA VELHA HERESIA.

Para introduzir este capitulo o autor ilustra com a historia de um pastor que ao voltar para casa de um amigo na qual estava hospedado no final de uma noite fria andou pelas ruas da cidade em busca de um telefone que lhe permitisse fala com o amigo e acordá-lo, para que ele abresse a porta.

Depois de muito frio e já enlameado ele consegue fala com seu amigo que lhe lembra que ele tem uma copia das chaves da casa em seu bolso.

MacArthur compara este homem aos crentes atuais que tem tudo que é necessário para viver a vida cristã, mas ainda esta andando em busca de algo que estar lá dentro, sem perceber que estar com as chaves no bolso.

E ele acrescenta: “Satanás tem procurado sempre enganar os cristãos, conduzindo-os para longe da pureza e da simplicidade encontradas em Cristo, que é todo-suficiente”, e tem encontrado pessoas disposta a trocá-lo por qualquer coisa nova e incomum.

1.1. A invasão do Gnosticismo na Igreja Primitiva.


O gnosticismo foi o primeiro ataque à suficiência de Cristo. Essa seita que surgiu nos primeiros quatros séculos da História da Igreja, possuía escritos pseudobíblicos e pregava que a matéria é má e que o espírito é bom. Eles ensinavam que a essência está em nutrir o lado imaterial e em negar os impulsos materiais e físicos.

Criam então que o conhecimento secreto e mais elevado que o do crente comum era a chave para iluminação espiritual.


1.2. O ataque neognóstico à igreja contemporânea.


O gnosticismo continua vivo e continua a infectar a igreja e trazer resultados desastrosos. Atualmente nos os vemos ganhar espaço na igreja contemporânea em três traços principais, a saber:

a) Psicologia.

O neognosticismo tem criado uma fascinação na Igreja pela psicologia humanista. Colocando os métodos humanos acima da das Bíblia. Para eles compartilhar as Escrituras e orar com alguém que está com as emoções feridas é algo superficial, insuficiente e de mensagem vazia.

b) Pragmatismo.

A preocupação com os resultados, sem se preocupar com os meios é mais um golpe na suficiência de Cristo. As Igrejas estão buscando atrair as pessoas e alcança objetivos espirituais através dos métodos humanos como se Cristo e sua Palavra não fossem suficientes.

C) Misticismo.

Por sua vez prega que a realidade espiritual e está fora da esfera do intelecto humano e que a fonte da verdade está nas emoções espontâneas. A verdade é subjetiva e sua importância estar não no que ela de fato é, mas o que ela significa para mim. O que faz sentido. O misticismo é um verdadeiro avivamento do Gnosticismo.


2. TESOURO OU LIXO?


Os cristãos têm uma herança suficiente para suprir todas as necessidades, mas vivem uma vida de privação auto-imposta e desnecessária. Negligenciam os abundantes recursos que, por direito podem gozar, e, lugar disso buscam coisas que são como refugo, como lixo.

Desprezam o suntuoso legado deixado pelo Pai, e, em lugar disso, se entregam aos lixos deste mundo.


2.1 Um rico legado para Usufruir.


Não são poucos os crentes que desprezam as abundantes riquezas de uma herança que não se corrompe, e colecionam coisas meramente humanas algo como refugo ou LIXO.

Há uma serie de bênçãos espirituais que Deus dar ao homem graciosamente e que ele tem desprezado bênçãos e promessas espirituais que vão muito mais além que a prosperidade material.

Paulo em suas cartas diz que nós somos adotados e agora somos herdeiro das coisas celestiais.

a) Nós herdamos a Deus.

Esta é uma verdade vétero-testamentária de uma herança espiritual, onde o próprio Senhor era a herança deles. Eles literalmente herdaram Deus como sua possessão. “Somos dele e Ele é nosso”. Passaremos à eternidade na presença dele.

b) Nós herdamos a Cristo.

Os crentes vivem em uma eterna união com Cristo, pois Ele habita neles e eles reinarão com eles como herdeiros.

c) Nós herdamos o Espírito Santo.

Ele habita em nós e é a garantia da nossa salvação.

d) Nós herdamos o reino.

Um dia reinaremos com Ele e experimentaremos a plenitude da nossa herança. Enquanto isso não ocorre devemos aprender a viver como filhos do Rei.

2.2. Dois conceitos Revolucionários.

Para entendemos melhor a suficiência de Cristo é necessário olharmos mais para as coisas eternas que as terrenas.

As Escrituras responde a isso com dois conceitos revolucionários:

a) Mentalidade celestial.

É tirarmos os olhos das coisas materiais e ofertas deste mundo e colocarmos na provisão de Deus para nossa satisfação.

b) Satisfação postergada.

É espera unicamente na vontade de Deus que se cumprirá em seu tempo determinado.

2.3. Adorando a Deus pala Nossa Herança Eterna.

O cristão deve adorar a Deus a despeito das dificuldades terrenas. Deve olha para a sua herança eterna e não as lutas do presente. Para isso é Necessário:

a) Lembrar da sua vocação.

O cristão foi chamado para viver como Cristo, ele nos deu o exemplo de fidelidade em meio ao sofrimento.

b) Lembrar de louvar a Deus.

Louvar a Deus por nossa herança eterna deve ser a constante expressão do coração de todo o crente em qualquer circunstância temporal.

c) lembrar da herança.

Manter a atenção na herança é a chave para manterá alegria em meio às provações.

2.4. Já recebemos nossa herança.


A palavra “herança” em 1 Pedro 1.4, diz respeito às possessões passadas de geração a geração. Ou seja, você não as obtém nem as compra; você as recebe simplesmente por ser membro da família.

Nós nascemos mortos e separados de Cristo, sem Deus e sem esperança. Mas Cristo através da sua obra nos faz nova criatura, nos transforma e nos colocar em uma nova posição, de filhos e herdeiros do seu Pai. Tudo isso pela fé somente.

Todavia Muitas pessoas desejam adicionar outras exigências ao evangelho, tais como cerimônias religiosas, códigos de conduta e outras regras. Porém todas essas coisas não passam de obras humanas.
Um exemplo disso são fariseus como Nicodemos que picados pela serpente do legalismo, pensam que o reino dos céus estar na auto-retidão. Mal sabe que o que realmente precisa é reconhecer sua incapacidade e olhar exclusivamente para Cristo.

2.5. A Natureza de nossa Herança

Segundo o autor Pedro usou três termos negativos para descrever a perfeição positiva de nossa herança: “Incorruptível, sem mácula, imarcescível”

a) “Incorruptível”.

Fala de algo que não pode ser corrompido, algo que é permanente. O que não pode ser conquistado por um exército. Ou seja, nossa herança eterna não pode ser pilhada ou saqueada por nossos inimigos espirituais.

b) “Sem mácula”.

Nossa herança é imaculada, impossível de ser manchada pela presença ou pelos efeitos do pecado.

c) “Imarcescível”.

“O que não murcha”. Aqui uma beleza sobrenatural que o tempo não pode diminuir.

Estes três termos retratam a herança celestial que é impermeável à morte, ao pecado e aos defeitos do tempo. Ou seja, essa herança em Cristo é eterna e jamais diminuirá.


2.6. A Segurança de Nossa Herança.


Nossa herança não está apenas sendo cuidada pelo próprio Deus, mas Ele está fazendo isso no mais seguro de todos os lugares: o céu. Onde “jamais a penetrará coisa alguma contaminada”. Ninguém jamais haverá de invadir ou saquear o céu. Logo nossa herança está eternamente segura.

Muitos crentes confiam que Deus, mas duvidam que Deus possa guardar a herança, sem que ela se perca.

“Guardado” se refere a uma sentinela e indica que nós estamos continuamente debaixo de proteção. O SOBERANO E ONIPOTENTE Deus nos assegura nossa vitória final.
Outra garantia de nossa herança é nossa fé perseverante. Esta fé que e dom de Deus e fruto da sua graça nos assegura que herdaremos, pois o Deus que colocou está fé no nosso coração persevera por nós.

Nossa herança é gloriosa e nada nesse mundo se compara a ela. Nunca se esquecendo, porém que ter a Cristo, que é todo-suficiente em tudo, agora e sempre.


TESE

Para mostrar que Cristo é totalmente suficiente para o Cristão viver uma vida plena e herdar as glórias celestiais, John F. MacAthur nos relembrar que a fascinação pela psicologia, pelas técnicas de “show business” e pelo misticismo exagerado são fruto da seita gnostica.
Que temos desprezado o legado valioso deixado por Cristo e que a sua o sua obra redentora na Cruz nos garante a herança eterna. Pois, estamos continuamente debaixo de proteção. O SOBERANO E ONIPOTENTE Deus nos assegura nossa vitória final.


CONCLUSÃO.


Nunca se tentou criar tantos atalhos para céu como nos últimos dias. Tomar a cruz e seguir a Jesus tem sido literalmente caminhar com um madeiro. São regras e mais regras que fazem a “cruz” ser mais pesada do que de fato é. A cristianismo virou sinônimo de legalismo para vários grupos religiosos.

Por outro lado há os que querem tornar este caminho mais suave e tranqüilo. E se preocupado apenas com os fins se esquecem dos meios, esforçando-se para tornar aceitável este caminho ao mundo, a igreja tem adornado o evangelho com qualquer outra coisa, menos com a Verdade. Em vez de pregar a Palavra a igreja está afundando num caminho atolado de um mundanismo pragmático.

O antropocentrismo e suas técnicas humanas têm tomado o lugar de Cristo na igreja. A verdade de Deus tem sido esquecida e muitas vezes abandonada. O gnosticismo tem sido avivado e a luz de Cristo apagada.

Para John MacArthur a estratégica que o inimigo usa para vencer o cristianismo é fazer os cristãos pensarem que eles precisam de algo mais. Algo que substitua a fé por alguma moda que tenha um colorido cristão. Pois ele sabe que é o caminho puro e simples, o verdadeiro caminho.

Todavia Cristo é totalmente suficiente para vida cristã, e o legado deixado por ele nos aponta para qual é o verdadeiro caminho para o céu, onde todo eleito tem uma herança guardada e preservada pelo próprio Deus. E única coisa a fazer para desfrutar desta gloriosa herança, é andar em Cristo o único e suficiente caminho.

Nossa suficiência estar em Cristo!

Seminárista Jailson Santos

Sábado, 5 de Abril de 2008



Semináristas dos demais Seminários é brincadeirinha!!!!!!!!!

Abraços a todos.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Palestra Ministrada no Congresso de UPA do PRDC em 2006.

Sábado, 29 de Março de 2008

Clipes de fotos da Presbiteriana de Sardoá.

Clipes de fotos da Presbiteriana de Sardoá.
Onde eu trabalhei.
Veja é rapidinho

Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Vamos pensar!




Resumo do Livro Crer é também pensar. John Stott

INDICE

INTRODUÇÃO

CRISTIANISMO DE MENTE VAZIA

POR QUE OS CRISTÃOS DEVEM USAR SUAS MENTES?

CRIADO PARA PENSAR

PENSANDO OS PENSAMENTOS DE DEUS
MENTES RENOVADAS

JULGADOS POR NOSSO CONHECIMENTO

A MENTE NA VIDA CRISTÃ

O CULTO VERDADEIRO

FÉ: UMA CRENÇA ILÓGICA NO QUE NÃO SE PODE PROVAR?

A BUSCA DA SANTIDADE.

A DIREÇÃO DADA AO CRISTÃO

A APRESENTAÇÃO DO EVANGELHO

O MINISTÉRIO E SEUS DONS

APLICANDO O NOSSO CONHECIMENTO

TESE

CONCLUSÃO



INTRODUÇÃO


“Procuro alguém pra resolver meu problema
Pois não consigo me encaixar neste esquema
São sempre variações do mesmo tema
Mera repetições...

A extravagância vem de todos os lados...
... Morrendo em pé rompendo a fé dos cansados...

No show da fé milagre é tão natural...
... Nesse evangeliquez universal

Estão distantes do trono,caçadores de deus
Ao som de um shofar
E mais um ídolo importado dita as regras
Pra nos escravizar...

... É proibido pensar,
É proibido pensar,
É proibido pensar,
É proibido pensar,
É proibido pensar... “

Esta canção de João Alexandre mostra a realidade atual de grande parte dos evangélicos, que enfatizam a emoção e minimiza a razão, que estão mais preocupados em sentir que em pensar, que dão mais autoridade à experiência humana que a Palavra divina. Em uma cabeça movida pela emoção, mas sem reflexão.

Todavia será possível crer sem pensar? A emoção é mais importante que a razão? Qual lugar da mente e da razão na vida cristã? Será que, ser centrado na emoção e pensar como cristão é sinônimo de um “intelectualismo” frio?

Tendo esses e outros problemas em vista, John Stott aborda em “Crer é também pensar” o lugar da mente na vida cristã. E neste resumo de seu pensamento veremos como ele trata deste problema.



CRER É TAMBÉM PENSAR



CRISTIANISMO DE MENTE VAZIA

O espírito de anti-intelectualismo é corrente hoje em dia, e o pragmatismo tem se multiplicado no mundo moderno.

Este mesmo aspecto de anti-intelectualismo suje freqüentemente para perturbar a Igreja Cristã, considerando a teologia com desprazer e desconfiança.

O exemplo disso é visível nos católicos quando dão maior ênfase aos rituais que a teologia, cristãos radicais que se concentram na ação política e social e deixam de lado a doutrina e os pentecostais que abraçam a experiência emocional e se esquecem da teologia racional.

Tudo isso são até certo ponto sintomas de uma só doença, o anti-intelectualismo. O que o autor chama de “a miséria e a ameaça do cristianismo de mente vazia”.


POR QUE OS CRISTÃOS DEVEM USAR SUAS MENTES?

O autor responde a esta pergunta falando primeiramente do poder do pensamento humano na concretização de ações e mostra que a historia está repleta de exemplos de influências que grandes idéias exerceram, sendo alguns deles os movimentos, fascista e comunista, e até ideologias evangélicas falsas.
O Cristão deve usar a mente porque em todas as doutrinas básicas da fé cristã, como a da criação, revelação, redenção e juízo, está implícito que o homem tem um duplo dever: o de pensar e o de agir de conformidade com o seu pensamento e conhecimento.


CRIADO PARA PENSAR

Deus fez o homem à sua própria imagem, e um dos atributos mais nobres da semelhança de Deus no homem é a capacidade de pensar. Dentro da criação somente ele é racional, ou seja, te entendimento, e isso o difere das demais espécies. Os animais foram criados para serem conduzidos por extintos, enquanto o homem para escolhas racionais e se isso não acontece contradiz a criação.

É verdade que o pecado humano no éden corrompeu a mente humana, mas isso não lhe tira a ordenança de pensar como criatura humana que é.


PENSANDO OS PENSAMENTOS DE DEUS

Deus não apenas criou o homem para pensar, mas se revelou a ele de forma racional tanto na revelação Geral como na Especial.

Na geral Deus revela a se mesmo através da ordem da criação. Que embora seja uma “revelação sem palavras e uma voz sem som”, mesmo assim faz com que todo homem tenha conhecimento de Deus, através da leitura que faz do que Deus escreveu no universo.

Se na natureza a revelação é visualizada nas escrituras ela é verbalizada e em Cristo é as duas coisas. O que faz do cristianismo uma religião revelada e da mente algo importante.

Embora muitos pensem que o fato do homem ter caído, sua mente é inútil, a doutrina cristã mostra que Deus se revelou por entendimento de palavras as mentes humanas. Revelação racional a mentes racionais.

Uma das mais elevadas e mais nobres funções da mente humana é ouvir a Palavra de Deus, e assim ler a mente de Deus e pensar conforme seus pensamentos, tanto pela natureza como principalmente pela Escritura.


MENTES RENOVADAS

A renovação da mente vem através da redenção realizada por Deus através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Pois ela traz consigo a reconstituição da imagem divina no homem, que foi distorcida na queda.

O Apostolo Paulo deixa isso bem claro em diversos textos (I Co. 1. 21; 2. 14-16; 10. 15 II Co. 4. 3-6; Ef. 4.23, etc). Paulo descreve o novo convertido com um novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento segundo a imagem daquele que o criou, em uma mente renovada no Espírito que habita no homem e lhe dá o discernimento espiritual.

Todavia parece não existir pensadores cristão com uma mente cristã. “A mente cristã tem-se deixado secularizar o que tem sido uma triste negação da redenção feita por Cristo”.


JULGADOS POR NOSSO CONHECIMENTO

A quarta doutrina cristã na qual está implícita a importância da mente é a doutrina do juízo de Deus. Isto é evidente no livro do profeta Jeremias quando ele fala do Senhor, mas o povo fecha os ouvidos e é inflexível a voz de Deus. Também nas palavras do próprio Jesus nos Evangelhos e do Apostolo Paulo em sua carta aos Romanos.

Concluindo o autor mostra como a racionalidade humana tem uma importância fundamental nas doutrinas básicas da Criação, Revelação, Redenção e Juízo. E como Deus se revelou de forma racional, de maneira que subestimar a mente humana é soterrar doutrinas cristãs fundamentais.


A MENTE NA VIDA CRISTÃ

Há seis esferas da vida cristã, cuja realização seria impossível sem o uso adequado da mente, a saber:


O CULTO VERDADEIRO

Prestar culto sem fazer uso da mente, certamente é o que se fazia na cidade pagã de Atenas, onde Paulo encontrou um altar dedicado “ao deus desconhecido”. Porém essa forma de culto não serve para os cristãos. O verdadeiro culto é racional e prestado com todo o entendimento.

Nos Salmos vemos de forma clara o que é cultuar o Senhor. A definição de cultuar nos Salmos esta ligada a “louvar o nome do senhor”, por tudo que ele é e faz.

O povo de Israel (autores e cantores dos Salmos) não cultuavam a Deus na forma de uma divindade distante ou abstrata, mas como alguém que se revela através de atos concretos, criando, mantendo se mundo e redimindo e preservando seu povo.

Já no Novo Testamento o Apostolo Paulo mostra em suas cartas que não se pode admitir nenhuma oração, nenhum culto, em que a mente permaneça estéril ou inércia. Para Ele em todo culto verdadeiro a mente deve está racionalmente envolvida.


FÉ: UMA CRENÇA ILÓGICA NO QUE NÃO SE PODE PROVAR?

A fé é uma virtude cristã mal compreendida. Segundo Stott Há duas coisas que não é fé:

a) Fé não é credulidade. Pode ser crédulo sem discernimento e muitas vezes irracional no que se crer. Todavia a fé é racional e se baseia nas promessas de Deus.

b) Fé não é otimismo. O homem não é o que pensa durante todo o dia e o pensamento positivo não é sinônimo de fé. Ainda, a fé em Deus é diferente da fé em si mesmo. Pois a fé não é ter autoconfiança ou atitudes e pensamentos positivos.


Há duas ordenanças do Evangelho que compete a mente na fé cristã: O Batismo e a Ceia. Ambas são recordações racionais do evento bíblico, onde nossa mente tem que trabalhar em torno de seu significado e apropriar-se da certeza que nos oferece. Logo Fé uma confiança racional que as promessas de Deus, são dignas de todo credito. Pois a fé não é algo místico, mas é em sua essência o ator de pensar.


A BUSCA DA SANTIDADE.

Um dos aspectos mais negligenciados na busca da santidade é a parte que compete à mente. O caminho da santidade está revelado na Bíblia e é através desta verdade que somos libertos.

Porém onde encontra o poder libertador da verdade?

Para o autor Primeiramente precisamos conhecer a lei de Deus e sua vontade para nossas vidas e ter isso bem claro em nossas mentes, e busca a renovação da mente que traz um novo caráter e um novo comportamento. Por isso o auto-controle deve ser acima de tudo da mente, pois que pensamos determina o que seremos.

Ainda devemos pensar só no que devemos ser, mas o que pela graça já somos em Cristo, através da sua regeneração e da nova vida e mente que temos.


A DIREÇÃO DADA AO CRISTÃO

A Bíblia ensina que Deus quer dirigir o seu povo, dentro de sua vontade, e isso um fato incontestável. Mas como discernir o caminho e descobrirmos a vontade de Deus?

Para isso devemos fazer uma distinção importante: sua vontade “geral” e sua vontade “particular”. Stott diz que “à vontade “geral” é para com todo o seu povo em geral, em todas as épocas; à vontade “particular” é sua vontade para com pessoas em particular e em ocasiões específicas”.

A vontade geral de Deus foi revelada nas Escrituras. A vontade particular de Deus, Não está clara e pronta na Escritura. E são pelo uso de nosso entendimento, iluminados pela Escritura e pela oração, que Deus nos guia para conhecermos sua vontade particular para nós. Esse é um dos propósitos que Deus nos fez para pensar.


A APRESENTAÇÃO DO EVANGELHO

Segundo Paulo em Romanos 10 a proclamação do Evangelho tem que ter um conteúdo sólido. Deve-se apresentar Cristo de forma completa. Esta pregação evangelística está longe do simples apelo emocional e anti-intelectual, sem saber o conteúdo da decisão.

Há razões do Novo Testamento para uma proclamação do evangelho, que faça uso da mente:

A primeira é tirada do exemplo dos apóstolos que usavam a persuasão. “Persuadir” é dispor argumentos de forma a prevalecer sobre as pessoas, fazendo-as mudar de idéia com respeito a alguma coisa. Lucas registra isso em Atos 17. 2-4 quando escreve que na pregação de Paulo: “alguns deles foram persuadidos”. Segundo o autor todos os verbos que Lucas emprega aqui são até certo ponto, verbos “Intelectuais”. Indicam que o objetivo de Paulo era convencer para converter e isso ela faz durante todo seu ministério.

A Segunda Razão é que a evangelização deve ser uma proclamação da boa nova fazendo uso do raciocínio. Tornar-se cristão é crer na verdade, obedecer à verdade, reconhecer a verdade.

Segundo o autor há objeções a sua tese quanto ao evangelismo. Pode-se perguntar, se essa evangelização racional não estará a serviço do orgulho intelectual das pessoas?

Primeiramente há uma diferença substancial entre adular a vaidade intelectual de alguém e respeitar sua integridade intelectual.

Ainda, essa apresentação do evangelho com persuasão intelectual não faz discriminação, impedindo que as pessoas de baixo nível cultural recebam o evangelho? Não faz. Pois Todos ser humano pensa, pois Deus criou o homem como um ser pensante e apresentação por esta forma de evangelização não é uma apresentação, mas sim racional e o próprio Jesus evangelizava assim.

Por fim a pregação do evangelho com argumentação racional não usurpa o trabalho do Espírito Santo, fazendo com que na prática o dispensemos? Sem o poder do Espírito Santo não há conversão, todavia a fé no Espírito Santo não anular doutrina e argumentação. É necessário argumentar com a mente e apelar fervorosamente ao coração, estando nossa confiança depositada no Espírito Santo do começo ao fim. O objetivo é ganhar o homem todo para o Cristo total, mente coração e vontade.


O MINISTÉRIO E SEUS DONS

O sexto e último exemplo do autor quanto ao lugar da mente na vida cristã, é o ministério cristão. Todos os dons espirituais destinam-se a algum tipo de ministério, mas Os dons que mais devem ser procurados e apreciados são os dons do ensino, pois através dele a igreja é mais edificada.

O ministério “pastoral” é essencialmente um ministério de ensino. O pastor e o presbítero devem possuir tanto a fé bíblica como o dom de ensiná-la, sendo fiel as duas coisas. Como diz Paulo deve ser “apto para ensinar”. Ensinando de forma sistemática e persuasiva, as Escrituras e aplicando-las ao mundo moderno. E esse é um dos principais modos que Deus que usar nossas mentes.


APLICANDO O NOSSO CONHECIMENTO

É necessário também ter cuidado para não sair do anti-intelectualismo e cair no super-intelectualismo. Para evitar esse perigo precisamos nos lembrar de uma coisa: Deus não pretende que o conhecimento seja um fim em si mesmo, mas sim que seja um meio para se alcançar algum fim. O conhecimento traz consigo a solene responsabilidade de aplicarmos esse conhecimento que temos, isto é, vivenciando-o.

Para John Stott para entender melhor isso é necessário entender que:

De inicio o conhecimento deve conduzir à adoração e devoção a Deus. Sempre que nosso conhecimento se torna árido ou acaba com o nosso entusiasmo e nos deixa frios, alguma coisa de errado aconteceu. Pois exposição das Escrituras deve arder o coração. Quanto mais conhecemos a Deus, mais devemos amá-lo e servi-lo.

Ainda, o conhecimento deve conduzir à fé. É precisamente o nosso conhecimento da natureza e do caráter de Deus que suscita a nossa fé. Mas se é que não podemos crer sem conhecimento, também não devemos conhecer sem crer.

Conseqüentemente, o conhecimento deve conduzir à santidade. Propósito de conhecer a lei é para obedecê-la melhor. Conhecê-la com o objetivo de praticá-la.

Por fim, o conhecimento deve conduzir ao amor. Quanto mais sabemos, mais devemos compartilhar e o que sabemos com propósito de servir a outros. O conhecimento é indispensável à vida, mas é evidenciado no serviço cristão.



TESE

Para mostrar que não se pode crer sem pensar John Stott explica por que o uso da mente é tão importante para o cristão, e como se aplica em aspectos práticos de sua vida. Enfatizando que fomos criados para pensar, temos a revelação do pensamento de Deus e somos renovados pelo seu filho pra entendê-lo. E faz um vigoroso apelo aos cristãos que por outro lado não se entregue ao super-intelectualismo, mas mostrem “uma devoção inflamada pela verdade”.



CONCLUSÃO

A fé não reside no coração que é o centro de nossas emoções. Seu habitar natural é a mente. Por isso é impossível crer sem pensar. anti-intelectualismo que considerando a teologia com desprazer e desconfiança é uma leitura errada do propósito de Deus e um minimização da razão. Diferente da emoção a razão é um instrumento importantíssimo no entendimento das questões sobrenaturais Tomás de Aquino a descreve como “uma ajuda propícia para conhecer mais facilmente determinado objeto e com maior certeza aquelas verdades que, por si, estão agrupadas, e para tornar-lhe acessíveis àquelas verdades sobrenaturais que superam toda a sua capacidade.”

John Stott em “crer é também pensar” enfatizando que fomos criados para pensar, temos a revelação de Deus que é totalmente racional e que apesar de caímos em Adão podemos entendê-la, pois, somos renovados pelo seu filho pra com esse propósito. Deixando bem claro a importância da razão, o lugar da emoção e a atitude diante disso do Cristão.

Todavia faz um vigoroso apelo aos cristãos que por outro lado não se entregue ao super-intelectualismo, mas mostrem “uma devoção inflamada pela verdade”.

Aqui acho que Stott deveria se até um pouco mais a esse assunto, pois tão grave como o emocionalismo é o super-intelectualismo, principalmente se tratando de ortodoxia e ortopraxia.

Seminarista Jailson Jesus dos Santos.

Sábado, 15 de Março de 2008

Breve biografia de Dietrich Bonhoeffer



Dietrich Bonhoeffer - Um Herói da Teologia e da Fé.

Dietrich Bonhoeffer, é uma das figuras de maior influência na teologia atual.
Seu pensamento vem se tornando fator de grande inspiração para teólogos que são filiados a bem diferentes tendências.

A influência de Dietrich Bonhoeffer, baseia-se na maneira como ele viveu. Filho de um psiquiatra alemão, nasceu em 1906. Ativo nas iniciativas ecumênicas da Igreja considerada coo uma entidade mundial. Foi um dos primeiros alemães que se aperceberam dos problemas do nazismo, criticando o regime de Hitler.

Por isso trabalhou escondido em boa parte da produção de suas obras, sendo inclusive responsável por um seminário fora da lei.

Ausentou-se da Alemanha, inclusive pastoreando uma Igreja na Inglaterra.
Barth e Tilich tiveram de exilar-se, Bultmann agiu com suficiente reserva para manter-se pastoreando durante o regime nazista.

Dietrich Bonhoeffer, preferiu voltar à Alemanha, associando-se inclusive ao grupo que desejou matar Hitler.

Foi preso, passando dois anos na cadeia. Pouco antes da chegada das tropas americanas que conseguiram libertar a área do país na qual esteve preso, foi enforcado em 1945.

Morreu como tinha vivido, testemunhando a sua fé.
Dietrich Bonhoeffer, não podia reprimir-se e dizia coisas indevidas sobre a perda do caráter privado da vida em nosso mundo moderno. Ele se opunha a quem alguém intentasse trazer a público o que ia nos recessos de outrem.

Um dos problemas capitais do pensamento de Dietrich Bonhoeffer consiste em decidir-se qual seja a significação de suas cartas escritas nos anos de prisão.
Dizia que o cristianismo teria que ser totalmente reconstruído, de modo que nada compendiado em seus antigos escritos será útil para lançar qualquer luz sobre a orientação teológica posteriormente adotada.

Dietrich Bonhoeffer, era um pensador dinâmico e original que estava continuamente a admitir desenvolvimento em suas idéias. A última obra de envergadura, foi "Ética".
Uma das suas frases principais foi : Graça barata. Segundo ele, isto significava a promessa ao homens que crendo-se em certas doutrina, os pecados serão perdoados sem que se tenha de fazer para isso nenhum esforço. Isto gera grande conforto que não se disponham a viver diferentemente dos não cristãos. Prega a possibilidade de obter-se perdão sem nenhum arrependimento.

Dietrich Bonhoeffer, insistia em dizer que a graça de Deus não é algo barato. A graça divina renova e transforma a vida do ser humano.
Procurou fazer estudos mais minuciosos da Igreja, considerada como entidade que presta cultos à divindade, chamando atenção dos leitores para o fato de ser ela a comunidade da qual se pode derivar o poder necessário para que se viva como cristão fiel.

Acaba incorrendo no perigo de estimular o legalismo com sua obra "O Custo do Discipulado". Outras frases interessantes : "O mundo alcançou a maioridade", "ultrapassou os limites da religião", "cristianismo não religioso ", etc...

Sua pergunta é "Qual será o lugar de Deus, da oração, de Cristo, da Igreja e do culto na total ausência de religião no mundo atual ? "Dietrich Bonhoeffer, defendia que a religião estabelece uma divisão do mundo em duas esferas, a sagrada e a secular, a santa e a profana. Empenhou-se em lutar contra o estabelecimento dessa divisão do mundo em esferas, sagrada e secular. A responsabilidade própria do cristão não consiste no procurar manter uma vida de piedade, mas sim, no empenho por demonstra-se fiel testemunha de Cristo no mundo através da maneira de vier e das atividades que desempenhe.

Dizia que o Deus bíblico não é para ser encontrado naquilo que estejamos por conhecer, mas, sim, em tudo quanto já conhecemos.
Dietrich Bonhoeffer, demonstrou sua situação de desconforto em presença de piedosos. O fato é que Deus, neste mundo e, enquanto aqui nos encontramos, é com este e não outro mundo que temos de nos preocupar.

Planejou fazer uma exposição da fé cristão em termos do mundo atual e de um ponto de vista alheio ao conceito da religiosidade universal.
Repudia, propriamente, o pensamento característico dos dois teólogos.
Dietrich Bonhoeffer, faz críticas a Bultmann, por Ter relegado os milagres, mas ao mesmo tempo, faz críticas também a Barth, por Ter ele insistindo em que se admita tudo quanto se diz a respeito dos milagres narrados nos Evangelhos.

Acusa Bultmann de Ter incidido no erro da teologia liberal.
Ambos concordam em dizer que o lugar do cristão é no mundo onde deve procurar viver como leal discípulo de Cristo.Deus há de ser encontrado por nós naquilo que conhecemos e não no que não conhecemos.
Finalmente, diz Dietrich Bonhoeffer, "Porque eu descobri finalmente, e continuo ainda descobrindo, que é tão somente através do viver completo neste mundo que se aprende a crer".

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BERKOUWER. G. C. A pessoa de Cristo. Trad. Zimmermann e P. G. Hollanders. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP/ASTE, 1983, 279 p.

CONNER, W. T. A obra do Espírito Santo; tratado sobre a Doutrina Bíblica do Espírito Santo. Rio de Janeiro : CPB, 1961. 217 p.

CONNER, Walter Thomas. O Evangelho da redenção. Trad. David Gomes e Jabes Torres. Rio de Janeiro: JUERP, 1981. 285 p.

DAVIS, John D. Dicionário da Bíblia. Trad. J. R. Carvalho Braga. 13 ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1987. 660 p.

ERICKSON, Millard J. Conciso dicionário de teologia cristã. Trad. Darci Dusilek e Arsênio F. N. Netto. Rio de Janeiro: JUERP, 1991. 180p.

HALE, Broadus David. Introdução ao Estudo do Novo Testamento. 3ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1989. 485 p.

HORDEN, William E. Teologia protestante ao alcance de todos. Trad. Roque Monteiro de Andrade. Rio de Janeiro: JUERP, 1986. 270 p.

LANGSTON, A. B. Esboço de teologia sistemática. 7ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1983. 305 p.
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Extraido (Autor desconhecido)


HISTÓRIA DE ISRAEL
John Brigth

OS PATRIARCAS

A História dos Patriarcas formam o primeiro capítulo de grande da História Teológica das Origens de Israel. Que teve o início na Mesopotâmia e seu desenrolar em Canaã.
Contar está história não é tão simples. Há alguns que pensam que apenas usando as tradições primitivas pode-se chegar aos acontecimentos Históricos. Todavia todas estas questões trazem problemas metodológicos.

A. NARRATIVAS PATRIARCAIS: O PROBLEMS E O MÉTODO SEGUIDO

1. A NATUREZA DO MATERIAL

O problema de descrever as Origens de Israel está em não ter os materiais históricos ou contemporâneos à disposição. E nós não podemos espiritualizar e descartar este fato.

a) A hipótese documentária e o problema das narrativas Patriarcais.
As narrativas patriarcais escritas por Moisés, não possui uma teoria que prove que elas são narrativas históricas contemporâneas. Este problema foi levantado no século XIX com a historiografia moderna.
Por não ser narrador (Moisés) um contemporâneo dos primeiros acontecimentos narrados, trouxe aos críticos, certo olhar cético.
Ainda hoje, apesar do crescente reconhecimento de que o julgamento acima era demasiado severo, o problema não foi resolvido.
Até a data de hoje o tratamento que se tem dado à história de Israel. Tende a dar uma avaliação negativa às tradições primitivas, com uma conseqüente relutância em confiar nelas como fontes de informação histórica.

b) Nova luz sobre as tradições patriarcais

Embora a gravidade do problema não deva ser minimizada, tornou-se cada vez mais evidente que temos necessidades de uma avaliação nova mais complacente. Essa conclusão se dá em virtude de várias linhas de estudo, que forçaram uma revisão das noções adotadas anteriormente. A mais importante dessas linhas foi a das pesquisas arqueológicas na idade das Origens de Israel.
Esses achados arqueológicos mudaram a maneira de olhar o problema. As diversas escavações em vários sítios arqueológicos trouxeram novas descobertas que iluminaram a idade patriarcal de maneira grandiosa trazendo milhares de textos contemporâneos ao período das Origens de Israel. Tais como: textos de